Meu olhar e minha escuta
Chegar até aqui, muitas vezes, não é simples.
Talvez você esteja vivendo algo que ainda não conseguiu colocar em palavras, ou sentindo que precisa de um espaço para olhar para si com mais cuidado.
Meu trabalho começa justamente nesse ponto: oferecer um lugar de escuta para aquilo que, muitas vezes, fica em silêncio.

Minha história com a maternidade também atravessa essas experiências.
Não posso dizer que a chegada dos filhos na vida de uma mulher seja feita apenas de flores, porque não é. E parte do meu trabalho nasce justamente desse compromisso: desmistificar a maternidade e acolher tudo aquilo que pode surgir ao longo desse caminho.
Minha história com a maternidade começou aos 22 anos, com uma gestação não planejada e uma perda gestacional que me atravessou profundamente. Depois, vivi uma nova gestação e um aborto espontâneo. Entre essas experiências e a gestação seguinte, passaram-se dez anos. Quando decidi engravidar novamente, precisei lidar com as ansiedades de quem já conhecia a dor da perda, além de cuidados intensivos exigidos por uma condição de trombofilia, que tornava aquela gestação ainda mais delicada.
Com meu filho nos braços, vieram outros desafios: um pós-parto vivido sem rede de apoio, em meio à pandemia, e o cotidiano de uma maternidade que segue trazendo transformações, dúvidas e aprendizados constantes. Foi nesse percurso que comecei a me perguntar quantas outras mulheres estariam vivendo experiências semelhantes, muitas vezes em silêncio.
A partir daí, passei a estudar, me aprofundar e direcionar minha atuação clínica para o cuidado emocional de gestantes, puérperas e mulheres na maternidade.
Me especializei em Psicologia da Gestação, Parto e Pós-parto para desenvolver recursos que me permitissem acolher os mais diversos cenários que a chegada de um filho pode desencadear.
Hoje, atendo mulheres no Brasil e fora dele, oferecendo um espaço de escuta para quem deseja construir uma relação mais consciente com a maternidade, fortalecer seus recursos emocionais e atravessar esse momento com mais cuidado, respeito à própria história e ao seu tempo.
Se, ao ler até aqui, algo fez sentido para você, podemos conversar.