Psicóloga para perda gestacional

Perder um bebê durante a gestação não significa perder apenas aquilo que estava acontecendo naquele momento. Muitas vezes, também interrompe planos, expectativas e uma história que já estava sendo construída em torno daquele bebê.

A perda pode acontecer nas primeiras semanas, depois de meses de gestação, após uma alteração identificada em exames ou em uma situação completamente inesperada. E não existe um tempo de gestação que determine o tamanho do vínculo ou do sofrimento.

Depois da perda, algumas mulheres tentam entender o que aconteceu. Repassam exames, conversas e decisões, procurando uma explicação. Outras se perguntam se fizeram alguma coisa errada, se poderiam ter percebido algum sinal ou evitado o que aconteceu.

Também pode ser difícil lidar com um mundo que parece ter voltado ao normal quando, para ela, alguma coisa ainda não voltou.

O luto gestacional nem sempre termina quando o corpo se recupera

Existe uma dimensão física da perda, mas a experiência emocional não necessariamente acompanha o mesmo tempo.

O corpo pode se recuperar enquanto ainda é difícil guardar as roupas que foram compradas, entrar em contato com outras gestantes, responder quando alguém pergunta sobre filhos ou simplesmente compreender o que fazer com tudo aquilo que havia sido imaginado.

Algumas mulheres também se sentem pressionadas a “seguir em frente”, principalmente quando a perda aconteceu no início da gestação. Frases ditas com a intenção de consolar podem aumentar a sensação de que aquele bebê ou aquela experiência não tiveram a importância que tiveram para ela.

A psicoterapia pode ser um lugar para falar sobre essa perda sem precisar diminuí-la e sem existir uma expectativa de que o luto aconteça de determinada maneira ou dentro de determinado prazo.

Quando o desejo de tentar novamente encontra o medo de outra perda

Depois de uma perda gestacional, desejar uma nova gravidez não significa que o medo tenha passado.

A possibilidade de tentar novamente pode trazer esperança e, ao mesmo tempo, medo de viver outra perda. Para algumas mulheres, a ansiedade aparece ainda nas tentativas. Para outras, torna-se mais intensa quando uma nova gestação acontece.

Um teste positivo pode ser recebido com alegria e também com receio. Os exames podem ser aguardados com mais tensão. Fazer planos, contar sobre a gravidez ou imaginar o bebê no futuro pode se tornar mais difícil.

A nova gestação não substitui a anterior, assim como o desejo de ter outro bebê não apaga aquele que foi perdido.

Quando procurar acompanhamento psicológico após uma perda gestacional?

Você pode procurar psicoterapia logo após a perda ou algum tempo depois. Não é necessário esperar que o sofrimento se torne intenso para buscar acompanhamento.

O atendimento pode ser importante quando você percebe que a perda continua muito presente; sente culpa pelo que aconteceu; tem dificuldade para retomar algumas partes da vida; sente-se sozinha ou pouco compreendida; tem medo de tentar engravidar novamente; ou vive uma nova gestação marcada pelo receio constante de outra perda.

Também pode existir simplesmente a necessidade de falar sobre o bebê, sobre o que aconteceu e sobre aquilo que essa experiência representou para você.

Como funciona a psicoterapia para perda gestacional

Na psicoterapia, o acompanhamento considera não apenas a perda, mas a história daquela mulher, o momento em que ela aconteceu e tudo o que essa experiência passou a representar em sua vida.

O processo pode envolver o luto pelo bebê, sentimentos de culpa, medo de uma nova perda, mudanças na relação com o próprio corpo, dificuldades no relacionamento ou na convivência com outras pessoas e também os sentimentos que podem surgir diante da possibilidade de tentar engravidar novamente.

Não existe uma forma correta de viver o luto gestacional. O acompanhamento acontece respeitando o tempo e as necessidades de cada mulher.

Psicóloga para perda gestacional em Cotia e online

Sou Jéssica Silva, psicóloga e especialista em Psicologia da Gravidez, Parto e Pós-Parto, com atuação em Psicologia Perinatal e Saúde Mental Materna. Atualmente também curso Pós-Graduação em Luto Perinatal, aprofundando minha formação no acompanhamento de mulheres e famílias que atravessam experiências de perda durante a gestação.

Realizo atendimentos presenciais em Cotia – SP e também psicoterapia online para mulheres que vivem em outras cidades, estados ou fora do Brasil.

Você não precisa esperar que essa perda deixe de doer para falar sobre ela

Às vezes, procurar ajuda acontece logo depois da perda. Em outros momentos, somente semanas ou meses depois, quando a mulher percebe que algumas coisas continuam difíceis ou quando a possibilidade de uma nova gravidez faz sentimentos antigos aparecerem novamente.

Se você sente que precisa de um espaço para falar sobre o que viveu, podemos conversar sobre como funciona o acompanhamento psicológico.